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domingo, 17 de julho de 2022

Oito Baixos brasileiro Episódio #004

              Olá meus amigos do canal e blog forró da casa grande, de origem Alemã a sanfona de oito baixos teve o seu momento de maior glória por volta do meio da década de 50 quando o sanfoneiro de Pênedo Gerson Filho aceitou o convite de Venâncio e Corumba onde passa por algumas apresentações atéque por fim a convite dos mesmos o levam a gravadora TODA AMÉRICA onde ali grava os primeiros discos colocando esse magnifico instrumento nas prateleiras das gravadoras. E nesse meio tempo o já famoso Luiz Gonzaga lembra também que a origem musical de sua família veio da sanfona de oito baixos e lança algumas músicas com o pai que já 
idoso passa o bastão para Severino Januário que do fim da década de 50 para o início dos anos 60 lança seus primeiros discos juntos com mais dois grandes Sanfoneiros que são eles Zé Calixto e Abdias dando assim a corrida de ouro do fole de 8 baixos.


           Mas com o passar das décadas o fole de 8 baixos assim como os gêneros que formam o forró como conhecemos passou por momentos de dificuldades tendo sua extinção quase que concretizada no inicio dos anos 2000, extinção essa que só 
não ocorreu graças a seus defensores que o sustentaram até que os meios Streams surgissem e assim o fole de 8 baixos volta com força 
ao cenário musical brasileiro. 

          E para enaltecer aos responsáveis desse magnifico instrumento surgiu o projeto oito baixos brasileiro que veio para lembrar uma centena desses nomes que fazem parte dessa bonita história.

          E nos últimos 3 episódios da série 8 baixos brasileiro 
trouxemos 20 nomes do fole de 8 baixos, e estando entre 
esses estão nomes importantes como o Vêio Januário,  Gerson filho, Abdias, Severino Januário, Zé Calixto e Luizinho Calixto. e para iniciar o 4º episódio da série trago o nome de outro Calixto.
e trata-se de Sebastião Tavares Calixto, nome de batismo do nosso querido Bastinho Calixto nascido em Campina Grande no ano de 1951 Bastinho Calixto surge nos anos 70 com o fole de 8 baixos mantendo a tradição do pai o Seu de deus e dos irmãos 
Zé Calixto e Luizinho Calixto.


           
Cantor, compositor e multi instrumentista o sanfoneiro brasileiro Bastinho Calixto tem algo em torno de 700 composições, Bastinho é mais um exemplo de quem passou por todas as fases antes de deslanchar na carreira quando Começou a carreira tocando zabumba para Luiz Gonzaga e fazendo percussão com Jackson do Pandeiro, começando assim com a realeza do forró, e com eles viajou o Brasil inteiro. descoberto no Programa Flávio Cavalcanti, da TV Tupi, em 1971, quando gravou seu primeiro LP. 

          Nosso querido Bastinho Faleceu no sábado 4 de setembro de 2021 aos 70 anos. O projeto oito baixos brasileiro nasceu com o intuito de reverenciar esse magnifico instrumento e aqueles que o trouxeram até aqui, se inscreva no canal, deixe sempre o sinal positivo nos vídeos e ative as notificações, e quem puder seja membro desse canal e ajude esse projeto a permanecer no ar.

        Dando continuidade ao quadro agora vamos falar de (Sebastiao Morais) que ficou conhecido popularmente como Bau dos 8 baixos nascido em 13 de junho do ano de 1939 em Caruaru estado de Pernambuco. Bau dos 8 baixos Começou a se interessar pela sanfona por volta de 1960, aos 18 anos de idade, ganhando uma 
sanfona de oito baixos do pai como presente de casamento, nascia ali Bau dos 8 baixos iniciando assim a carreira tocando em bailes e festas e bailes do interior pernambucano. Em 1975, lançou o LP "Ai que saudade da mulesta", 
seu primeiro disco cuja música título foi também interpretada por Abdias dos Oito Baixos. Gravou ainda mais seis LPs e 
um CD que reuniu 18 das setenta e poucas músicas gravadas por ele ao longo da carreira.
Considerado por muitos como um mestre da sanfona de oito baixos. Percorreu o Brasil durante 20 anos tocando na caravana 
de Ivan Bulhões. 
Em 2001, fez suas últimas apresentações ao vivo em cidades nordestinas, durante as festas de São João.
Bau teve uma vida difícil e no final da vida teve que receber ajuda dos amigos para sobreviver falecendo de cirrose no 
dia 5 de março de 2002.

domingo, 10 de julho de 2022

Oito Baixos brasileiro Episódio #003

 Olá meus amigos do canal e blog forró da casa grande, E hoje estamos de volta com o quadro oito baixos brasileiros. 



E nos 2 primeiros primeiros episódios falamos de alguns mestres pioneiros dos 8 baixos Vêio Januário, Gerson Filho, Abdias, Zé Calixto, Severino Januário, Geraldo Correia, Negrão dos 8 baixos, Adolfinho, Zé do X e Luizinho Calixto.

Já hoje vamos continuar falando de sanfoneiros lendários quando se trata de fole de 8 baixos e aqui desde já sentirão a falta de Manoel Maurício que infelizmente não temos quase registros de informações do mesmo, mas fica aqui nossa menção honrosa a esse que foi o mestre do grande Heleno dos 8 baixos.

mas para iniciar, trago o nome de Crispiniano Santana de Almeida e É claro que por esse nome acredito que quase ninguém saberia que estamos falando do grande Tico dos 8 Baixos que por sinal sempre fui muito fã desse desde quando era garoto, nascido no ano de 1954 na Bahia na cidade de Ipirá, Tico dos 8 baixos é primo dos também tocadores Tranquilo dos 8 Baixos e Evaristo dos 8 Baixos. 

Todos que amam o fole de 8 baixos devem muito a tico dos 8 baixos pois esse é responsável por gravar momentos históricos que fazem a história do fole de 8 baixos e até por isso Tico dos 8 baixosé lenda por aqui por essas bandas do Ceará.

O Projeto oito baixos brasileiro nasceu para reverenciar e propagar esse belo instrumento que por muito pouco não se extinguiu graças a esses nomes que estamos reverenciando. seja membro do nosso canal, ajude o projeto a prosseguir no ar.

Dando continuidade ao quadro vamos falar agora de 2 irmãos e estamos falando dos irmãos Elias o primeiro José Germano Sobrinho mais conhecido como Zé de Elias, nascido em 6 de Junho de 1918 Zé de Elias Gravou 3 trabalhos sendo o último lançado em 2002. 


é de Manoel de Elias Germano Sobrinho, ou simplesmente Manoel de Elias nascido em 2 de Agosto de 1914 em Currais Novos - RN Zé de Elias e Manoel de Elias tinham um irmão também tocador chamado Sebastião de Elias, Sendo esse menos famoso, mas já quanto Manoel de Elias apesar de também ter gravado poucos discos teve o seu auge sem dúvidas na aparição na famosa novela Gabriela do ano de 1975. 


Ademar Correia (José Ademar Correia Lopes) nascido em São Vicente do Siridó no Estado da Paraíba em 10 de Março de 1960.  Ademar aprendeu a tocar sem professor, portanto mais um autodidata ele ouvia no rádio as músicas do Zé Calixto, Adolfinho e Geraldo Correia entre outros, e como a região onde o Ademar reside é rica em sanfoneiros de 8 baixos ele ficava olhando as posições dos dedos dos sanfoneiros no teclado e nos baixos da sanfona. E foi ouvindo LPs tocados na vitrola e praticando na sanfona que o Ademar aprendeu tocar. Ademar tem 2 CDs gravados até a data desta postagem.

Afrísio Acácio nasceu em 12 de agosto de 1949 no sítio Sapato, próximo a Campo Grande (atualmente cidade), que pertencia na época ao município de São Brás (AL). Ele teve os primeiros contatos com a música ouvindo os programas de Josa, “O Vaqueiro do Sertão”; e de outros radialistas das emissoras de rádio do estado de Sergipe. Ele é filho de fazendeiro e foi criado ajudando o seu pai, trabalhando como vaqueiro e carreiro. Desde criança sonhava em ser músico, possuía gado e portanto tinha condições de comprar uma sanfona, mas o seu pai não permitia que ele comprasse, pois não queria que ele se tornasse um artista. Certo dia ele comprou a bicicleta de seu irmão e foi para a zona urbana de Campo Grande (AL). Chegando no centro da cidade, ele trocou a bicicleta por uma sanfona de 48 baixos (marca Todeschine). Nessa transação ele “tornou” dinheiro. Retornando à fazenda, ele disse para o seu pai que, omitindo que tinha “dado torna”, havia trocado “uma na outra”. O seu pai ficou contente, pois sabia que a sanfona era duas vezes mais cara que a bicicleta. Seu pai só permitia que ele e os seus irmãos negociassem com os seus familiares e jamais com outras pessoas. Afrísio Acácio é um artista que sempre divulgou a cultura do nordeste em sua região, além de ser acordeonista, ele também é compositor, radialista, repentista e ainda toca Pé de Bode. na presente data (março de 2021) o Afrísio apresenta um programa na Radio Pajuçara FM (101,9) em Arapiraca, Alagoas. 

texto ( fole de oito baixos )


Zé Henrique dos 8 baixos - Zé Henrique dos 8 baixos é Baiano nascido em Ipirá e costumeiramente visita sua terra natal; numa dessa viagens encontrou o Tico dos 8 Baixos e é claro que isso só poderia resultar em forró. Esse vídeo foi gravado pelo Tico dos 8 Baixos em Itaberaba na Bahia, na residência do Antônio Ferreira. Zé Henrique toca sanfona de 8 baixos em qualquer afinação que ela esteja, tanto "natural" como "transportada" e também é um técnico especializado no transporte de afinação para a sanfona de 8 baixos. Aqui em São Paulo Zé Henrique é o melhor sanfoneiro que temos nessa modalidade de sanfona. Tive informações que essa sanfona não é do Zé Henrique e sim do Curi dos 8 Baixos, ela possui afinação "natural" e as do Zé Henrique possuem afinação transportada.



Arlindo gomes Ferreira ou ( Arlindo dos 8 baixos ) nome esse bastante pedido e com muito merecimento, nascido em 16 de Abril de 1942 em Sirinhaém Pernambuco Lavrador por profissão seu contato com o fole de 8 baixos aconteceu aos 10 anos de idade Arlindo dos 8 baixos seguiu o exemplo do pai que também era sanfoneiro assim entrou na profissão e assim ele sentia o poder da transformação através do instrumento, seu pai já conhecia a vida sofrida dos tocadores de 8 baixos e evitava que o jovem Arlindo seguisse outra profissão, mas escondido Arlindo conseguiu aprender o ofício, e assim nasceu o tocador Arlindo dos 8 baixos, vítima de um quadro de diabetes o sanfoneiro Arlindo dos 8 baixos perdeu a visão mas isso aguçou ainda mais suas habilidades tanto empunhando o fole de 8 baixos quanto afinando os instrumentos e isso causava admiração a todos que testemunhavam lembrando que Arlindo afinava Sanfonas para a elite do forró, como Luiz Gonzaga, Sivuca, Gennaro, Dominguinhos e Camarão sendo assim um afinador exímio desse instrumento, conhecendo o rei do baião aos 21 anos de idade Arlindo dos 8 baixos conheceu seu maior ídolo. A história de Arlindo dos 8 baixos não pode ser desapercebida pois ele fez parte da história de ouro do forró.


O projeto oito baixos brasileiro vai ficando por aqui e estaremos de volta no próximo Sábado mas antes de encerrar deixo com vocês a frase do dia :

- A Verdade é filha do tempo e não da autoridade 

frase de Severino Januário. 


 

                     Autor do artigo: Tiago Abrantes de Oliveira

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Oito Baixos brasileiro #002

         Olá meus amigos do canal e blog Forró da Casa Grande, estamos voltando com o segundo episódio de "Oito baixos Brasileiro" Instrumento esse que ficou popularizado no Brasil pelo meio da década de 50 pelos seus Pioneiros: Januário pai de Luiz Gonzaga e Severino Januário, Gerson Filho e ganhou o título de rei dos 8 baixos nesse período e o Próprio Severino Januário escolhido por Luiz Gonzaga a lutar pelo reinado do fole de oito baixos até porque a essa altura o vêio Januário não tinha mais o vigor necessário para encarar a rotina frenética de gravações pela qual passou Severino Januário entre os anos de 1956 a 1965, então com os Pioneiros Januário, Gerson filho e Severino Januário o fole de 8 baixos foi apresentado a todo Brasil e ganhou muito mais força e fãs com as vindas ao mercado dos paraibanos Zé Calixto e Abdias deixando assim o mercado dos 8 baixos aquecido e com várias opções de qualidade para o grande público que entre os anos de 1960 a 1975 tiveram sempre pelo menos 1 disco ou mais por ano de cada um desses maravilhosos músicos excerto é claro do vêio Januário por motivos já citados acima.


        E já no ano de 1963 esse time ainda ganhava mais um reforço e estou falando de Pedro Sertanejo que a partir daquele ano grava o seu primeiro Long play entrando também nesse mercado e esses foram os 6 primeiros nomes que falamos no episódio de número 1 do Oito Baixos brasileiro que no programa de hoje atendendo a pedidos trarei mais uma vez seis nomes assim como no episódio de estreia.

         Bem e o Nosso Sexto nome não passou pela aquela votação popular feita na nossa comunidade até porque ele não fez parte do comercio musical dos oito baixos citado por mim acima, mas ele se encontra aqui nessa lista pois ele era assim como nos um defensor do oito baixos, sem falar que pertencia a linhagem do vêio Januário e estou falando de José Januário Gonzaga do Nascimento o 5º filho de Januário nasceu em 15 de janeiro de 1921.

        Considerado pelo próprio Luiz Gonzaga como sendo o melhor músico dos 7 artistas Gonzagas, Zé Gonzaga talvez tenha sido ofuscado pela grande fama do irmão, Zé Gonzaga gravou inúmeros compactos e  12 lp's entre os anos de 1945 e 1965 não gravou nenhum disco com oito baixos apesar desse ter bom conhecimento com o instrumento mas certamente esse não entrou no mercado dos 8 baixos certamente para não concorrer com o irmão Severino Januário e também o seu outro irmão mais famoso Luiz Gonzaga que tinha posto Severino Januário oficialmente nesse mercado, mas Zé Gonzaga em 1999 gravou um vídeo no qual mostra toda a sua admiração e potencial nos 8 baixos do vêio Januário o seu pai.

                    

       Zé Gonzaga também conhecido por Zé zuada apelido herdado pela sua alegria foi companheiro de Luiz Gonzaga no seu início de carreira e seu jeito boa praça foi sem dúvidas desenvolvido por acompanhar Luiz Gonzaga na zona meretrício carioca e foi com essa alegria que Zé Gonzaga pautou sua carreia e Zé Gonzaga nos deixou em 12 abril de 2002. 

       O projeto Oito Baixos brasileiro foi criado para resgatar um pouco da glória desse instrumento que revelou tantos talentos, normalmente traremos sempre 5 nomes ou mais em cada episódio, e agora entrando naqueles nomes que foram para a votação popular 



      O Nosso quinto nome vem do maior berço dos tocadores de 8 baixos do Brasil nascido em 15 de janeiro de 1926, compositor, acordeonista e solista de 8 baixos, Geraldo Correia começou a tocar aos 12 anos de idade, tendo a música sempre presente em sua vida logo aprendeu a tocar também acordeon e na rádio Cariri e pelas difusoras locais no inicio da década de 50 chegando a acompanhar Marinês até então ainda uma jovem em busca do seu espaço. Até então Geraldo Bispo esse recebeu o sobrenome artístico de correia graças a esse ter esquecido a correia do seu instrumento virando assim motivo de atenção no auditório da rádio até que de tanto chamarem ele de Geraldo da Correia esse ficou simplesmente como Geraldo Correia.

                    

          Geraldo Correia nos deixou em  num domingo 13 de setembro do ano de 2020 estando ele na extensa lista de grandes percas da nossa cultura e arte nesses últimos três anos, Geraldo Correia deixou uma discografia com 14 discos e muitos músicas de sucesso.

          E antes de prosseguirmos peço a você meu amigo da cultura que curta esse vídeo pois esse feedback é importante para que o YouTube divulgue esse vídeo e quero também agradecer ao apoio de todos vocês que no episódio de estreia nos deram mais de 11 mil visualizações em em menos de 15 dias só precisamos melhorar os likes pois um vídeo com mais de 11 mil visualizações tem apenas pouco mais de 300 likes e é de suma importância que você clique no botão de positivo.

      E dando continuidade vamos agora para o 4º nome da lista segundo a votação popular, e nosso 4º nome que é o nome de André Araújo mas por esse nome poucos conhecem como popularmente ficou conhecido como Negrão dos 8 baixos, nascido no distrito de Água Fria na Bahia no ano de 1939 Negrão dos 8 baixos está na seleta lista de menos de sanfoneiros de 8 baixos nordestinos que chegou a gravar mais de 20 discos, versátil e animado Negrão dos 8 baixos seguiu os passos de seu conterrâneo Pedro Sertanejo e saiu do nordeste para o sudeste para divulgar nossa cultura por lá que no fim da década de 70 e inicio dos anos 80 já enfrentava o período de esquecimento popular graças as ondas musicais estrangeiras que havia chegado com força ao Brasil desde os anos 60 e foi nesse período que esses 2 baianos Pedro Sertanejo e Negrão dos 8 baixos foram importantíssimos para a continuidade da nossa cultura por lá.

                       

         Negrão dos 8 baixos faleceu aos 50 anos de idade no ano de 1989 a exemplos de Luiz Gonzaga e Severino Januário.

        E agora vamos voltar para o celeiro de 8 baixistas no Brasil que é o estado da Paraíba porque é de lá que vem todos os 3 últimos nomes de hoje e pela ordem na 3º colocação está Adolfo Vicente Pereira ou simplesmente Adolfinho como ficou artisticamente conhecido, natural da cidade de Galante na Paraíba Adolfinho fez história em meados da década de 60 até o fim da década de 70 com seus belos discos e aqui fica o registro desse bom sanfoneiro de 8 baixos nos bastidores do forró de Pedro Sertanejo. 

                     

         Adolfinho também faleceu no ano de 1989 em 19 de agosto, o ano de 1989 sem dúvidas foi o ano que mais levou talentos, fora Luiz Gonzaga, Severino Januário, Negrão dos oito baixos também havia falecido naquele ano.

        Continuando na Paraíba agora vamos falar do segundo nome da nossa lista de hoje é do paraibano Zé do X, um oito baixista que entrou o pouco que tinha uma cabra e dois cabritos num fole de 8 baixos todo furado e partir para o Rio de Janeiro apenas com a cara e a coragem para tentar realizar o seu sonho que era gravar discos e fazer sucesso pelo Brasil, pena que não há registros em vídeos de Zé do X, e se castanheiro tiver algum vídeo dele nos bastidores do Forró de Pedro Sertanejo desde já peço a colaboração, porque sem dúvidas dos mais de 100 sanfoneiros que falaremos aqui nesse quadro o mais difícil de obter informações e registros é sem dúvidas Zé do X e como se já não bastasse aquela  empresa parasita que todos conhecem ainda estão dando flags em cada um que postar músicas de Zé do X

     E Agora vamos para o nosso 1º nome da Lista que venceu a votação popular com mais que o dobro do segundo colocado mostrando que além de talentoso é querido por muitos e é claro que estou falando do príncipe dos 8 baixos estou falando de Luiz Gonzaga Tavares Calisto e com um nome desses só poderia se transformar num dos maiores tocadores do nordeste e de todo Brasil, nascido em 21 de junho do ano de 1956 Luizinho Calixto hoje é referência quando se fala em 8 baixos, defensor ferrêneo da continuidade desse instrumento Luizinho Calixto é com muito honra o primeiro nome dessa lista uma verdadeira lenda viva da época de ouro dos oito baixos brasileiro

                    

                     Autor do artigo: Tiago Abrantes de Oliveira

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Oito Baixos brasileiro #001

             Olá meus amigos do canal e blog Forró da Casa Grande, hoje 26 de agosto de 2021 é uma data especial porque é hoje que estreamos mais um quadro no canal que sem dúvidas será sucesso como o quadro histórias do Rádio e publicações histórias porque nesse quadro sempre traremos 5 nomes que fazem parte da história desse instrumento de 8 baixos no qual hoje corre risco de extinção e que cabe a nos nunca deixar isso acontecer independente dos parasitas Onerpm, sunset entretenimento cria da Onerpm e da DashGo audioBee uma bucha de canhão no meio de toda essa história. 

          Mas deixando esses assuntos a lenta e complacente justiça brasileira hoje vamos falar de como esse belo instrumento chegou ao Brasil, Segundo o musicólogo paraibano Batista Siqueira  a sanfona de 8 baixos teria substituído a viola de arame, se tornando o principal instrumento solista nos bailes rurais da região Nordeste na virada do Séc.XX. 


           De origem Alemã a sanfona de oito baixos composta de um fole, palhetas livres e duas caixas harmónicas de madeira transformando-se assim em um instrumento musical aerofone se popularizou no Brasil no início dos anos 50 graças a músicos talentosos que com toda a sua arte fez esse instrumento ser apresentado a todos os brasileiros, e nesse quadro traremos mais de 100 sanfoneiros de 8 baixos e hoje no episódio de estreia traremos os 6 primeiros responsáveis pela popularidade desse instrumento e em ordem decrescente traremos o 6º colocado segundo vocês:


Nascido em 26 de abril de 1927 nascia no sertão baiano de Euclides da Cunha o grande Pedro de Almeida e Silva o grande Pedro Sertanejo foi sem dúvidas o precursor da continuidade da nossa cultura no sudeste do País mas mesmo com todo o sucesso e prestígio com casa de forró, gravadora e com participação em filme  jamais esqueceu de suas raízes, Pedro Sertanejo nos deixou em 3 de janeiro de 1997.

                     

               O projeto Oito Baixos brasileiro foi criado para resgatar um pouco da glória desse instrumento que revelou tantos talentos, normalmente traremos sempre 5 nomes da sanfona de 8 baixos mas hoje estamos trazendo 6 nomes por causa da nossa estreia, e o nosso 5º nome é José Calixto da Silva o grande Zé Calixto o filho do seu De Deus nascido em 11 de agosto de 1935 em Campina Grande PB, Zé Calixto infelizmente nos deixou em 13 de dezembro de 2020 o último dos grandes azes do 8 baixos se foi. 

                   

                Nosso 4º nome é o dono da frase "A Verdade é filha do tempo e não da autoridade" e claro que estou falando do 4º Filho de Januário e estamos falando de Severino Januário dos Santos nascido em 4 de outubro de1918 em Exu PE, Severino Januário foi posto por Luiz Gonzaga no cenário da música para competir no reinado dos 8 baixos de Gerson Filho isso no meio da década de 50 e Severino Januário é reconhecido por muitos como um dos maiores tocares dos Gonzagas ao lado de Zé Gonzaga, Severino Januário faleceu em 29 de Junho de 1989 no Crato CE 

                     

            Nosso 3º nome José Abdias de Farias, nascido em Taperoá, cidade do sertão da Paraíba em 13 de outubro de 1933, Filho de Abdias Alípio de Farias e Isabel de Farias e oriundo de uma família tradicional de tocadores de 8 baixos. Abdias Filho na verdade teve o privilégio de ser filho do lendário Abdias Alípio o maior tocador de 8 baixos da região e muitos estudiosos o apontam como o maior do País, pena que não há registros robustos de sua obra. e Abdias Filho herdou toda a habilidade do pai mesmo esse não incentivando o filho pelas dificuldades vividas dos tocadores da época mas Abdias filho seguiu a tradição familiar e se tornou um dos maiores oito baixistas do Brasil, Abdias filho faleceu em 3 de março de 1991 no Rio de Janeiro.

                     

Nosso 2º nome de hoje Gerson Filho ou (Gerson Argolo Filho) nascido no município histórico de Penedo no Estado de Alagoas, no dia 12 de Maio de 1915 é considerado por muitos como sendo o melhor "oito baixista" do Brasil no seu estilo (8 Baixos com afinação natural). Esse tipo de afinação é muito pouco usado no Nordeste do Brasil porque tem menos recursos que a afinação natural usada pela grande maioria dos Sanfoneiros de Oito Baixos Nordestinos, entre eles Zé Calixto, Abdias, Geraldo Correia, Adolfinho dos 8 baixos e muitos outros, Gerson Filho faleceu no ano de 1994 deixando uma discografia de mais de 40 Discos gravados.

                     

É óbvio que o nosso 1º nome seria Januário José dos Santos do Nascimento pai do grande Luiz Gonzaga, nascido no ano da abolição da escravatura em 25 de setembro em 1888, Vovô do baião e pai da sanfona de oito baixos no Brasil, Januário infelizmente deixou poucos registros de sua arte na execução dos oito baixos, Agricultor na confecção de couro e na fabricação de cordas Januário assim conseguiu criar os seus filhos animando os bailes e as festas de São João no interior Pernambucano e regiões vizinhas. 

                     
                     
Autor do artigo: Tiago Abrantes de Oliveira