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quarta-feira, 30 de junho de 2021

ABDIAS DOS 8 BAIXOS

História de Abdias dos 8 Baixos 

     José Abdias de Farias popularmente conhecido como Abdias dos 8 baixos nascido em 13 de outubro 1933 em Taperoá cidade do interior Paraibano ficando 217 Km da capital João Pessoa filho de Abdias Alípio de Farias e Cecília Maria de Farias aos 5 anos de idade começou a se aventurar na sanfona ainda escondido do pai, com a ajuda da mãe mas em um dia o velho Abdias acabou descobrindo mas vendo o menino já com muita habilidade não ficou com raiva e sim muito contente.

      Dos 7 até os 12 anos Abdias filho ajudou Abdias n Pai nas noites de Forró em Taperoá e ainda aos 12 anos passou dos 8 baixos para o acordeon e procurando uma melhora saiu do interior Paraibano indo para Alagoas onde ingressou como solista na rádio difusora de Alagoas onde conheceu Marinês onde mais tarde além de parceira na música viria a se tornar sua esposa, com a dupla já formada eis que na cidade de própria foram prestigiados por Luiz Gonzaga onde convidara os dois para integrarem a sua comitiva tendo o convite prontamente aceito, após uma temporada de shows arrecadando o dinheiro das despesas da viagem Abdias e Marinês chegam ao Rio onde passam a morar nos fundos da casa de Luiz Gonzaga.

      E após uma temporada com Luiz Gonzaga surge o grupo Marinês e sua gente tendo o nome sido batizado por ninguém mais que José Abelardo Barbosa (Chacrinha) e após outra temporada o grupo torna-se um sucesso e tendo ainda como integrante Abdias que por modesta seguia no grupo mas após vários apelos de Marinês vendo o talento grandioso de Abdias aceita o convite de seguir em carreira solo, com sua sanfona de oito baixos, surgindo compactos até chegar no 1º Lp de 1960 Abdias no forró e após esse foi lançando sucesso após sucesso ano a ano até virar diretor artístico da CBS onde emplacou a bem sucedida coletânea Pau de Sebo, Abdias foi um artista completo instrumentista, cantor, compositor e produtor musical, até que no dia 3 de Março de 1991 um infarto tira esse grande gênio de nos. 

                                          

Autor do artigo: Tiago Abrantes de Oliveira

domingo, 10 de janeiro de 2021

Lp Abdias – Oito baixos pra frente 1971

Artistas: Abdias dos 8 Baixos 
Gravadora:  CBS
Ano: 1971
Estilo: Forró



Faixa 01 -  Oito Baixos Pra Frente  - Abdias Filho


Faixa 02 -  Seu Dia Chegará  - Abdias Filho


Faixa 03 - Sertão de Norte a Sul  Abdias Filho


Faixa 04 - Quadrilha na Palhoça Abdias Filho


Faixa 05 -  Recordando Alguém  - Abdias Filho


Faixa 06 - Que Saudade da Mulher  - Abdias Filho


Faixa 07 -  Se Quer Beber Beba  - Abdias Filho


Faixa 08 -  Fuxiqueiro   - Abdias Filho


Faixa 09 -  Realidade da Vida  - Abdias Filho


Faixa 10 -  Baixo de Prata  - Abdias Filho


Faixa 11 -  Forró Em Porto Velho  - Abdias Filho


Faixa 12 -  Zé Pinheiro no Frevo  - Abdias Filho

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Lp Abdias Sua majestade o 8 baixos com Abdias 1988

Artistas: Abdias dos 8 Baixos
Gravadora: Chantecler 
Ano: 1988
Estilo: Forró






Faixa 01 Cheio de requenguela



Faixa 02 Bico de gavião

Qualquer dia vou levar essa menina
Pego ela na cintura e dou um nó
Quando o sanfoneiro castiga no fole
Vou lá fora tomo um gole e taco o pé no forro
Vou mostrar como se faz uma harmonia
Amanhecer o dia na poeira do salão
Quero vê essa menina rebolando
Resfungando machucando bem no meu coração

Não não, A menina tando comigo ninguém mete a mão
Não não, Sou homem e não tenho medo de bico de gavião

Eu já lhe disse menina não tenha medo
Pode crer no teu segredo ninguém meche não
Sou perigoso, não sou mole, danço armado
Nunca andei assombrado com medo de gavião



Faixa 03 Vivendo Dominguinhos ( pout pourri )

Cheinho de molho (Dominguinhos)
Oito baixos pra frente (Anastácia-Dominguinhos)
Homenagem a Januário (Dominguinhos-Anastácia)
Esquentadinho (Dominguinhos-Anastácia)

É isso aí bicho (Anastácia-Dominguinhos)



Faixa 04 Com pena do papagaio

Chora mamãe
Chora papai
Chora moça velha
Com pena do papagaio

Papagaio se zangou
Bateu asa e foi embora
Deixando com saudade
Alguém que por ele chora

Moça nova hoje em dia
Só pensa em chamegar
Não tem medo de perder
O que tem pra se casar

Moça que tem mais de 30
Já esta no caritó
Mesmo vindo da Coréia

Eu prefiro viver só




Faixa 05 Ela gosta de apanhar

Não quero mais bater nessa mulher
Mais ela gosta mesmo de apanhar
Se digo que vou embora ela chora
E eu não posso ver ninguém chorar

Viver com ela é meu destino
Quem da o pão da o ensino
Tenho que me conformar

Não quero que mais tarde, me chame de covarde
Dizendo que eu bati numa mulher
Viver com ela meu amigo
Quem da o pão da o castigo

Ela apanha porque quer



Faixa 06 Pra tirar côco

Eu quero me trepar no pé de coco
Eu quero me trepar pra tirar coco

Depois eu quero quebrar o coco
Pra saber se o coco é oco
Pra saber se o coco é oco

Tem gente dizendo que eu sou louco
Que eu só falo em tirar coco

Realmente eu quero tirar o coco
Pra depois quebrar o coco
Pra saber se o coco é oco

Realmente eu quero tirar o coco
Pra depois quebrar o coco

Pra saber se o coco é oco



Faixa 07 O amor eu encontrei

Meu benzinho quando eu te vi
Fiquei logo a imaginar
Que um amor eu encontrei
E com você vou me casar

Não vai embora
Venha cá
Que o amor é uma coisa boa
Quando chega agente nem percebe
E as pernas logo se bambeia

Coração logo amolece



Faixa 08 Festa na roça 

Que coisa boa é festa na roça
Agente brinca numa palhoça
De meia légua escuta o bonde
E o roncado da concertina
Agente dança a noite inteira
Bem agarrado com as meninas

Ate as velhas com seu vestidão
Da saia rodada que varre o chão
E o velho mais a velha
Toma lapada de quentão
Depois o velho acende o cachimbo
Da uma tragada e cospe no chão

Chegou a vez da rapaziada
Que dança bem agarradinho
É perna com perna, é coxa com coxa
Bucho com bucho bem coladinho



Faixa 09 Conselho de amigo

Meu mal foi confiar nesta mulher
Que esta sentada ao teu lado em sua mesa
Ela já foi minha hoje finge que é tua
A vida desta mulher é andar pela rua

Por ela tanto quanto derramei
Só Deus sabe o que passei
Ela não ama ninguém
Me desculpe meu amigo
Tudo que ela me fez amanhã fará contigo
Ela não te ama e nem te quer

Cuidado amigo com esta mulher



Faixa 10 Mutreta envenenada



Faixa 11 Pipocando



Faixa 12 Morena me dá um cheiro

Morena me da um cheiro
Morena, me dá, me dá
Esse cangote cheiroso com cheirinho de rose dá

Quem cheira fica arriado
Quem leva o cheiro também
Fico doido apaixonado
Sem dar corda pra ninguém
Pois um cheiro no cangote

Faz agente querer bem

Lp Abdias Sanfoneiro desde menino 1984

Artistas: Abdias dos 8 Baixos
Gravadora: Copacabana 
Ano: 1983
Estilo: Forró




Faixa 01 Será que presta



Faixa 02 Sabatina no Romeu

No meu Martims tem forró no sábado que vem, 
já enfeitaram até o salão, por isso tô aqui eu tô também, 
nessa brincadeira a noite inteira com você meu bem




Faixa 03 Forró indeciso



Faixa 04 Sanfoneiro desde menino

Esse sanfoneiro já não é mais novo
Mais ainda toca pra vocês dançar
Ele tem o sangue de paraibano
Nasceu lá pras bandas de Taperoá

Desde menino que ele puxa o fole
Esta ficando velho de tanto tocar
Mais o nordestino para no som dele
Nem quando ele toca não quer mais parar

Puxe o fole, velho sanfoneiro
Puxe o fole, toque sem parar
Puxe o fole, no forró a noite inteira

Que nessa brincadeira quero ver palha voar



Faixa 05 Estraga sapato



Faixa 06 No lugar do coração

Eu trouxe você de carona
Paguei a sua entrada no salão
Depois que ouvi o toque da sanfona
Você não quis me dar mais atenção
Você tem uma passarinha
No lugar do coração

Eu queria que você fosse só minha
Pelo menos nessa noite de São João
Mais você preferiu ficar sozinha
Não me ligou, nem pegou na minha mão
Você tem uma passarinha

No lugar do coração



Faixa 07 Não para tocador



Faixa 08 Cicatriz do amor ( samba )

A mulher que eu amei que tanto adorei nunca me teve amor
Casou-se comigo para ter abrigo mas depois me enganou
A mulher que eu sonhei jamais eu pensei ser alguém traidor 

Quem ama padece
Quem bate esquece
O sufoco da dor 

Mas quem apanha não esquece
A dor que sofreu 
Tem no rosto marcado a cicatriz 
do amor de quem lhe bateu 

O tempo não apaga a marca daqueles
que lhe fez ingratidão 
A mulher que lhe dei tanto amor 
ta querendo voltar mas não lhe dou perdão 




Faixa 09 Saudade de lá

ÉÉÉ a saudade que dá de lá 
ÉÉÉ a saudade de lá 

É eu com Deus minha sombra e a minha viola
E a minha cachola pra raciocinar 
É eu cansado frequentando escola 
pra aprender de novo a conta de somar 

É a saudade que da família que ficou tão longe 
E eu não sei aonde é que vou parar
É eu crescendo a barba porque fiz promessa 
Oh meu Padim Ciço 
um dia eu vou pagar 

É a saudade da morena que não senti pena 
Esta minha sina desse meu penar 
É meu caminho tão escuro que até dá medo 
Tão grande é meu segredo que não posso contar
Tão grande é a saudade do meu pé de Serra 
É lá que é minha terra eu vou voltar pra lá



Faixa 10 Do jeito que eu gosto



Faixa 11 Zé tempero

Oh Zé tempero diga a dona Juquinha 
que traga Zefinha para Forroriar 
que o sanfoneiro é um cabra afamado 
que toca pé de bode a noite inteira sem parar

Quando ele toca ninguém fica parado 
é um tropelo danado que estremesse o chão 
Velho de 80 quase não aguenta 
E menina nova machuca o coração 




Faixa 12 No roncado do fole

Pelo tamanho do copo
Se conhece o bebedor
Pelo roncado do fole
Se conhece o tocador
Esse teu suor salgado
Esse olhar namorador
Menina nesse forró
Já sei quem é meu amor

És tu morena, morena bela
Bela morena, és tu, ora se é
Se tu quiser arrume a trouxa agora

Vamos embora depois deste arrasta-pé

Lp Abdias Como antigamente 1983

Artistas: Abdias dos 8 Baixos
Gravadora: Copacabana 
Ano: 1983
Estilo: Forró





Faixa 01 Forró na Minha Terra



Faixa 02 Forró de Pé de Bode

Esse cabra quando toca os 8 baixos
é que o povo gosta
é que o povo gosta

Mais o roncado dos baixos do fole dele
é que o povo gosta
é que o povo gosta

Nesse pagode é que o povo se sacode

forro pra ser do bom tem que ter um pé de bode



Faixa 03 Abdias Como Antigamente



Faixa 04 Forró Em Candial



Faixa 05 No Forró do Ulisses



Faixa 06 Forró do Marcolino



Faixa 07 Alegria do Pobre 

Pra que festa?!, Pra que festa?!, Pra que festa?!
Com tanta caristia
Pra que festa?!
Pra que festa?!
Pra que festa?!
Se pobre come de noite
E cheira o prato de dia
Alegria de pobre é um dia só
É um quilo de tripa e o mocotó



Faixa 08 Agenda Popular

Deixem essa mulher viver em paz
Eu não quero ver jamais
O seu regresso ao meu lar
Que era dela quando ela precisava
E também me considerava como dono do seu lar
Mas ela trocou tudo isso pela boêmia
Deixou nossa casa vazia só pra me envergonhar

Ela não pensava que eu sabia
Que ela estava na Boemia
Querendo me enganar
Mas mato tem olho
E parede tem ouvido
Diz um dito conhecido
Da agenda popular

E a mulher quando perde o seu amor
Também perde o seu valor

E ninguém vai lhe perdoar



Faixa 09 Olho D’água Chorou 

Olho d'água quando chora
Ninguém sabe o porque
Os meus olhos quando choram
É com saudade de você

Pra cima daquela serra eu não posso nem olhar
Parece que estou vendo você a me acenar
Toda tarde quando vinha comigo se encontrar

Depois que você partiu
Não tive mais alegria
Vivo no triste nesse mundo
toda a noite e todo dia
volte pra mim meu bem

para a minha companhia



Faixa 10 Oito Baixo Chorão

Chora oito baixos chora
chora oito baixos chorão
chora sanfoninha teimosa nas quebradas do sertão

Deus só trás alegria nas noites de São João
O gemido desse fole só me trás recordação

Das meninas forrozeiras que mora la no sertão



Faixa 11 Pra Comprar Fiado

Eu fui pra venda pra comprar fiado
o budegueiro me vendeu papé
é desprezado o rapaz solteiro
que não tem dinheiro pra quem quer mulher

Eu fui pra venda pra comprar fiado
o budegueiro me vendeu papé
é desprezado o rapaz solteiro

que não tem dinheiro pra quem quer mulher



Faixa 12 Quadrilha Em Taperoá

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Lp Abdias No ano da Copa Cabana 1982

Artistas: Abdias dos 8 Baixos
Gravadora: Copacabana 
Ano: 1982
Estilo: Forró






Faixa 01 Forró do caquiado



Faixa 02 Anel de couro

Na fazenda do vovô
Nasceu um garrote loiro
Muito manso e bonito
Que lhe deixaram pra touro
Como bom reprodutor
Cresceu em muita riqueza
E no dia em que ele morreu
Foi uma grande tristeza

Era um chora e choraminga
Era um tempo danado
O velho vovô num canto
Um tanto desconsolado
Resolveu tirar do touro
E guardar como troféu
Um pedacinho do couro
E dele fez um anel

Depois que vovô morreu
Me deixou o testamento
Somente um anel de couro
Ficou no esquecimento
A prima Vera guardou
Como se fosse um tesouro
Mas deu a riqueza pros outros

E pra mim o anel de couro



Faixa 03 Pé de sofá



Faixa 04 Forró encafifado



Faixa 05 Velho tocador

Esse velho quando toca o fole
Todo mundo fica mole de tanto dançar
Toca nesse fole velho
Toda velho tocador
Toca nesse fole velho
Que eu quero dançar com meu amor

Venha cá menina
Venha por favor
Quem esta tocando é o velho tocador
Venha cá menina
Isto é pra já
Que o forró ta quente eu quero dançar



Faixa 06 Final de festa 

O galo cantou
É de madrugada
Final de festa não vale nada

Final de festa
So tem cachaceiro
Mulher cansada
E nego arruaceiro
E quem não arranjou
Não se arranja mais
Acaba ate o gás do candeeiro

Final de festa
So tem azar
O dono da casa
Querendo acabar
As mulheres que ficam
Não querem dançar
Nem o sanfoneiro
Não quer mais tocar
E sempre aparece um sujeito mole

Acusando os outros pra furar o fole



Faixa 07 Fantasia em 8 baixos



Faixa 08 Meu pecado

Amei sem ser amado
Beijei não fui beijado
Estou desesperado
Será que estou pagando o meu pecado

Ai se eu ainda lhe encontrasse
Uma mulher que me amasse
Eu queria

Queria porque estou vivendo no mundo sozinho
Queria pra ter o prazer de sentir um carinho
Ai se eu ainda lhe encontrasse
Uma mulher que me amasse

Eu queria



Faixa 09 Velho Jacó

Engane o velho Jacó
E não deixa ele me vê
Que amanha muito cedinho
Eu vou embora com você

Ai moreninha você diz que me namora
Ai moreninha arruma a trouxa e vamos embora



Faixa 10 Forró em Malhado



Faixa 11 Festa do Capão

Pinta de pintainha
Sola, sapato e Rainha
Eu fui na festa do Capão
Meu bem, meu pão
Camarada tira a mão

Mataram o Capão
Deixaram a galinha
Mulher caridosa so presta sozinha
Sozinha em casa fazendo feijão
Mulher arruaceira não tem coração

Mataram a galinha
Deixaram o capão
Menina bonita segure na mão
Na mão do papai que é bem melhor
Que coisinha bonita pra dançar forró



Faixa 12 Tempo de adolescência

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Lp Abdias Meu pai e a sanfona 1981

Artistas: Abdias dos 8 Baixos
Gravadora: Uirapuru
Ano: 1981
Estilo: Forró





Faixa 01 Meu pai e a sanfona

A sanfoninha velha ja pedia mofo
Mas meu velho sanfoneiro era o maior
O couro do zabumba ja batia fofo
Mas o povo lhe aplaudia dentro do forro

Era la no meu taperoá
Que meu pai e a sanfona botavam pra quebrar
Quando os oito baixo resfungava
a moçada suspirava e se danava a machucar
Vinha gente de todo lugar
O salão ficava entupidinho
Era ate o dia clarear
A peleja da sanfona do velhinho
Hoje a sanfoninha se calou
Ninguém escuta mais seu velho tocador
Mas eu estou aqui pra poder continuar

Outro trabalho que meu velho pai deixou



Faixa 02 O bode

Menina olha o bode que vem acolá
Menina olha o bode que vem acolá
É mentira da cabra que o bode não dá

É mentira da cabra que o bode não dá



Faixa 03 Tem rapadura

Tem rapadura, tem sim senhor

Me da um pedacinho que é pra dar ao tocador



Faixa 04 O camaleão

Camaleão foi pra missa
Com a calça sem botão

Oxente camaleão

Tua calça caiu no chão



Faixa 05 Moreninha

Ai moreninha do cabelo de retrós
Entra la pra dentro e vai fazer café pra nós

Ai moreninha se eu fosse como tu

Eu ia pra Sergipe tomar ponche de caju



Faixa 06 Cajueiro

Cajueiro pequenino
Carregado de fulo
Eu também sou pequenino
Carregado de amor

Cajueiro velho amigo
Meu amor jurou em vão
Jurou se casar comigo
Se eu lhe desse o coração

Cajueiro não fulora
Também sente a minha dor
O meu bem me deu um fora
E com outro se casou

Cajueiro baixa a calha
Deixa o meu gato passar
Vou embora pra bem longe

Vou morar no Ceará




Faixa 07 Pai Abdias no forró



Faixa 08 Bode chiné



Faixa 09 Forró do pé rapado



Faixa 10 O cachorro



Faixa 11 Quadrilha no arraiá



Faixa 12 Folguedo do Viana

Lp Abdias Do jeito que meu pai tocava 1980

Artistas: Abdias dos 8 Baixos
Gravadora: Uirapuru
Ano: 1980
Estilo: Forró






Faixa 01 Na fazenda do Corró



Faixa 02 Forró do Marcelão



Faixa 03 Do jeito que meu pai tocava



Faixa 04 Forró dengoso



Faixa 05 Escorregando



Faixa 06 Forró do lambe-lambe



Faixa 07 Vestido godé

Hoje tem samba la no arraial
Vai avisar Maria que eu já vou pra lá
Fala pra ela botar aquele vestido branco e godê
Que eu mandei fazer
Pra ela usar em toda a festa que eu vou
Porque se eu não for Maria não vai não 
pois a maria é moça formada
e muito educada
pra dizer um não
se o cabra chega e tira ela pra dançar
o que é que eu vou fazer
o que é que eu vou fazer
se eu paro o baile vai dar confusão
se para o tocador ai não presta noa
Fica no ar aquele zum zum zum
eu paguei pra dançar
eu paguei pra dançar
por isso pra não dar mais confusão
maria não vai não

maria não vai não



Faixa 08 O arrastado do chinelo

O menina linda, vem cair na brincadeira
Que forró ta quente, vai ter festa a noite inteira

O nordestino gosta muito do forró
Ele dança agarradinho e vai ate raiar o sol
Ao som do fole é aquela animação

Só se ouve o arrastar da chinela so salão



Faixa 09 Cabelo de cacho

Naquele forró só tem barbudo
E Cabeludo pra se dançar
Não vou pra lá,
Não vou pra lá,

Naquele forró ninguém se acanha
Só tem sem vergonha desmunhecar
Não vou pra la
Não vou pra lá

Forró é o meu
Que tem cabra macho
Tem mulher fêmea
E cabelo de cacho
Tem velho que dança com o diabo no meio
Apesar de ser feio, ainda sente o facho
E o sanfoneiro, tocando sem medo

Castigando os dedos nos oito baixo



Faixa 10 Minha vergonha

Choro porque quem ja deixou meu lar
Maltratou o meu coração
Me envergonhou com os amigos meus
Se bebo é porque gostava dela
Vive bem feliz com ela
Bem com mal e bem com Deus
Porem o seu proceder me arruinou
Destruindo o nosso amor
Apenas por um capricho seu

Hoje dizem que é covardia
Que choro por minha maria
Eu deixo falar quem quiser
Mas só eu sei
A dor que meu peito consome
Porque um homem não chora por homem

E sim pelo carinho de uma mulher



Faixa 11 Reizado da Conceição

Hoje é dia de reis senhor
Vamos festejar
É coroa de reis, senhora
Vamos coroar

Eu não sei rezar senhora
Eu não sei rezar

Mais estou aqui, senhora
Para lhe implorar

Que me de fé e coragem
Porque resignação
Pra chegar aonde quero
Pisando forte neste chão
Eu não rezo mais imploro, senhora

Da conceição



Faixa 12 Mulher vaidosa

Custei, mas cheguei a conclusão
Que você para mim não serve mais
Depois que me fez o juramento
Só me trouxe sofrimento
Agora me deixa em paz

Você sempre teve boa vida
Já lhe dei muita guarita
E você queria me deixar
Agora lhe peço ate por caridade
Vai com sua vaidade

Procurar outro pra lhe dar

terça-feira, 5 de maio de 2020

Lp Abdias Questão de honra 1979

Artistas: Abdias dos 8 Baixos
Gravadora: Uirapuru
Ano: 1979
Estilo: Forró





Faixa 01 Forró do Bacurau



Faixa 02 Rapsódia nordestina



Faixa 03 Forró artificial



Faixa 04 Forró encrencado



Faixa 05 Amansa povo



Faixa 06 Forró de pé de serra 



Faixa 07 Que loucura

Que loucura, eu querer essa menina
Que loucura, ela também me querer
Pois a muita diferença de idade
Amanha um de nos dois ira sofrer

Podes crer



Faixa 08 Questão de honra

Duvido que o mundo moderno me entenda
E os meus amigos queiram dar perdão
Se um dia eu voltar pra viver com ela
Depois de uma grande e infiel traição
A boca do mundo não vai mais parar
De tanto falar dessa nossa união

Desejo a você um futuro brilhante
Embora sabendo que vai degredar
Enquanto bebendo, sofrendo e chorando
E também definhando na mesa de um bar
Por questão de honra já não te quero mais
Paz procura paz nessa vida pregressa
Não há mais ciúmes no meu peito ferido

Nem dou mais ouvindo as suas promessas



Faixa 09 Passa a frente nem nem

Passa a frente neném
Que o meu caso é outra
Ai essa boca não me faça zangar
Pra começar foi você quem quis
Me fazer infeliz por não saber amar

Não dava carinho
E nem cafuné
Não dava beijinhos
Isso é que o homem quer
Agora brigando quer me conquistar
Passa a frente neném
Pra mim não é mulher

Mulher que me abraça
Me beija me afaga
Não me roga praga
E bons carinhos tem
Não briga nem zanga
E só sai comigo
Por isso te digo

Passa a frente neném




Faixa 10 Ai de mim

Ai de mim, Ai de mim
Águas verdes
Ai de mim, Ai de mim
Águas velhas

Mato que cura doença
Só tem lá no meu sertão
Por essa dor que tem dentro de mim
Sangrando o meu coração

De correr vem o cansado
E cansado me sentei
No colo dessa morena, ai de mim

Agora descansarei



Faixa 11 Tem merengue tô lá

Onde tem birita eu chego
Onde tem merengue estou lá
Onde tem morena bonita

Vou merengar



Faixa 12 Só por vingança

Esta vendo aquela mulher
Que chegou ali agora
Já me pertenceu outrora
Depois de tudo que ela me fez
Querendo ate ver o meu fim
E agora diz que quer voltar pra mim

Foi ela, foi ela
A causadora do meu desespero
Foi ela
Foi ela, foi ela
Só por vingança,

Não quero saber mais dela

Lp Abdias e Osvaldo Oliveira - Revivendo sucessos vol 2 1979

Artistas: Abdias dos 8 Baixos
Gravadora: Uirapuru
Ano: 1979
Estilo: Forró




Faixa 01 Feitiço da Vila

Quem nasce lá na Vila
Nem sequer vacila
Ao abraçar o samba
Que faz dançar os galhos,
Do arvoredo e faz a lua,
Nascer mais cedo.

Lá, em Vila Isabel,
Quem é bacharel
Não tem medo de bamba.
São Paulo dá café,
Minas dá leite,
E a Vila Isabel dá samba.

A vila tem um feitiço sem farofa
Sem vela e sem vintém
Que nos faz bem, muito bem
Tendo nome de princesa
Transformou o samba
Num feitiço descente
Que prende a gente

O sol da Vila é triste
Samba não assiste
Porque a gente implora:
"Sol, pelo amor de Deus,
não vem agora
que as morenas
vão logo embora

Eu sei tudo o que faço
sei por onde passo
paixão não me aniquila
Mas, tenho que dizer,
modéstia à parte,
meus senhores,
Eu sou da Vila!




Faixa 02 Ai que saudades da Amélia

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher

Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer!"
Amélia não tinha a menor vaidade

Amélia é que era mulher de verdade



Faixa 03 Vergonha

A mulher que eu quero
E que tanto espero
Anda por ai de mão em mão
Nunca falo dela
E digo quem é ela
Para não ouvir conselhos não

Certo amigo meu,
Sorrindo me contou
Que ela já lhe deu amor
Que tanto me negou
Sofro essa tremenda
Humilhação porque ela quer
Morro de vergonha por amar

Esta mulher



Faixa 04 Solução

Tu verás que eu ainda sou
O que mais deseja te ajudar
Eu venho te pedir
Tempo pra pensar
Deixa essa gente falar de mim
Quero ouvir o tempo te dizer
Que a mim terá de pertencer
O que o tempo diz
Tempo não desfaz
E nem a língua de quem fala demais

Destruir é o que essa gente quer
Não há outra solução qualquer
Se não é o que essa gente diz

O tempo vai julgar então será feliz




Faixa 05 Normélia

Eu ando quase louco de saudade
É grande a minha amizade
É bem triste o meu viver

Normélia, vem matar minha saudade
Peço-te por caridade
Que amenizes o meu sofrer

Eu não condenei o teu ciúmes
Gosto do teu perfume
Quero sempre te adorar

Volta
Lembra-te daquele dia
Perante Santa Maria

Prometeste não me deixar.




Faixa 06 Aos pés da cruz

Aos pés da santa cruz você se ajoelhou
Em nome de Jesus um grande amor você jurou
Jurou mais não cumpriu fingiu e me enganou
Pra mim você mentiu
Pra Deus você pecou

O coração tem razões
Que a própria razão desconhece
Faz promessas e juras
Depois esquece
Seguindo este princípio
Você também prometeu
Chegou até a jurar um grande amor

Mas depois esqueceu




Faixa 07 A saudade mata a gente

Fiz meu rancho na beira do rio
Meu amor foi comigo morar
E nas redes nas noites de frio
Meu bem me abraçava pra me agasalhar
Mas agora, meu Deus, vou-me embora
Vou-me embora e não sei se vou voltar
A saudade nas noites de frio
Em meu peito vazio virá se aninhar

A saudade é dor pungente, morena
A saudade mata a gente, morena
A saudade é dor pungente, morena

A saudade mata a gente



Faixa 08 A volta do boêmio

Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Voltei pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão
Boemia, sabendo que andei distante
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir, não esqueça o seu violão
Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá sonhar em nova serenata e abraçar seus amigos leais
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
De saber que depois da boemia

É de mim que você gosta mais.



Faixa 09 Castigo

Eu sabia que você um dia
Me procuraria em busca de paz
Muito remorso, muita saudade
Mas afinal o que é que lhe traz?
A mulher quando é moça e bonita
Nunca acredita poder tropeçar.
Quando os espelhos, lhe dão conselhos
É que procuram em quem se agarrar

E você pra mim foi uma delas
Que no tempo em que eram belas viam tudo diferente do que é
Agora que não mais encanta, procura imitar a planta
As plantas que morrem de pé
E eu lhe agradeço por de mim ter se lembrado
Dentre tanto desgraçado que em sua vida passou
Homem que é homem faz qual o cedro que perfuma o machado que o derrubou



Faixa 10 Vingança

Eu gostei tanto, tanto quando me contaram
Que lhe encontraram chorando e bebendo na mesa de um bar
E que quando os amigos do peito por mim perguntaram
Um soluço cortou sua voz, não lhe deixou falar
Ah, mas eu gostei tanto,
Tanto quando me contaram
Que tive mesmo que fazer esforço
Pra ninguém notar

O remorso talvez seja a causa do seu desespero
Você deve estar bem consciente do que praticou
Me fazer passar essa vergonha com um companheiro
E a vergonha é a herança maior
Que meu pai me deixou
Mas enquanto houver força em meu peito
Eu não quero mais nada
Só vingança, vingança, vingança aos santos clamar
Você há de rolar como as pedras
Que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu

Pra poder descansar



Faixa 11 Senhor da floresta

Senhor da floresta, um índio guerreiro da raça tupy
Vivia pescando, sentado na margem do rio Chuí.
Seus olhos rasgados, no entanto,
Fitavam ao longe uma taba
Na qual habitava a filha formosa de um morubixaba.

Um dia encontraram senhor da floresta no rio Chuí
Crivado de flechas, de longe atiradas por outro tupy
E a filha formosa do morubixaba
Quando anoiteceu, correu,
Subindo a montanha, no fundo do abismo desapareceu.

Naquele momento, alguém viu no espaço, à luz do luar
Senhor da floresta de braços abertos, risonho a falar:

- ó virgem guerreira, ó virgem mais pura que a luz da manhã,


Iremos agora unir nossas almas aos pés de tupã.



Faixa 12 Garoto da rua

Garoto da rua que anda rasgado,
Com bolso pesado de bolas de gude,
Que estuda sem livros a filosofia,
Buscando alegria num fardo tão rude.

Garoto da rua que corre na frente
Da turma valente que tasca balão,
Na bola de meia, é craque afamado,
É rei coroado cravando pião.

Garoto da rua que é bamba da zona
Que pega carona melhor que ninguém,
Ao vê-lo, relembro saudosa quimera,

Do tempo que eu era garoto também.